Publicado por: Tiffany em: Setembro 17, 2008
Mídia social? O que é isso? Quem faz parte? Como funciona? Quando nos colocamos assim, diante do título, buscando definições, parece algo tão distante ou difícil de visualizar… o certo é que estamos, a imensa maioria das pessoas que usam a internet, diariamente ou não, independente da finalidade, conectados como usuários e autores, como parte dessa Mídia Social. Pela wikipédia (sem fonte) consta que as mídias sociais são:
ferramentas online projetadas para permitir interação social a partir do compartilhamento e da criação colaborativa de informação nos mais diversos formatos.
As mídias sociais tem um largo alcance, funionalidades e objetivos que vão desde tecnologia, sociabilidade, relações comerciais, educacionais, culturais e principalmente de entretenimento, através da construção de textos, depoimentos, pesquisas, publicidade, show de fotos, vídeos e áudios. Esta interação e a maneira através da qual as informações são apresentadas dependem da perspectiva da pessoa que se dispôs a compartilhar o conteúdo, já que esse conteúdo tem a ver com sua vivência, interesses e entendimento do universo ao seu redor.
São ferramentas de mídias sociais as notícias, notas e/ou confissões corriqueiras em blogs (meu favorito), compartilhamento de fotos, videologs, scrapbooks, e-mail, mensagens instantâneas, compartilhamento de músicas, VoIP, entre outros. E, novamente de acordo com a wikipédia, podemos levantar o entendimento de que aplicações concretas desses mecanismos de inter-relacionamento (novas ferramentas de comunicação oriundas na web) são, por exemplo,
o Google Groups (referências, redes sociais), Wikipedia (referência), MySpace (rede social), Facebook (rede social), Last.fm (rede social e compartilhamento de música), YouTube (rede social e compartilhamento de vídeo), Second Life (realidade virtual), Flickr (rede social e compartilhamento de fotos), Twitter (rede social e microblogging) e inúmeros outros serviços.
Seguindo então a linha de raciocínio de que com a internet e tamanhos recursos colaboramos para algo maior, lembrei de uma frase da Carol Terra (autora do livro “Blogs Corporativos: Modismo ou Tendência?” Difusão Editora), em entrevista para alunos organizadores do II Encontro Digital da Unimonte, em sua contextualização sobre a internet e novas ferrramentas de comunicação, onde aponta:
Podemos nos comunicar com o mundo todo ao alcance de um clique. Nessa comunicação não há barreiras. O diferencial da internet é a possibilidade da interação. Ela inova porque traz o conceito colaborativo embutido em sua estrutura.
Como exemplo de atividade árdua para a difusão dos conceitos de mídia social, aplicações e reconhecimento, transcrevo parte de um Post da Samantha, jornalista, em A vida como a vida quer…
Por vezes este trabalho de mídia social é mais desgastante e exigente do que outro “tradicional”, porque ser blogueiro ainda é ser empreendedor demais. Exige abrir novas frentes como os bandeirantes abriam picadas, em meio a seres que não falam sua língua e acreditam que seu objetivo é roubar o seu território (analogia à chegada deles nos espaços antes exclusivos das nações indígenas). E igualmente arriscamo-nos a levar flechadas ou sermos atingidos por machadinhas de quem, naturalmente, apenas defende seu território. Mas também contamos com aqueles que enxergam no novo uma oportunidade de negócio.
Engraçado imaginar que tem gente que pensa que para produzir tanto, pesquisar para embasar idéias, dedicar-se para manter uma network e tantas coisas mais que envolvem qualquer trabalho bem feito a gente ainda mantém (ou deve manter) blogs apenas por diletantismo.
Sei que este post de definições está ficando longo e talvez até perdendo a tônica, mas achei que caberia incluir algo que disse a jornalista Babi Franzin, que trabalha na área de Mídia Social da Riot, tb entusiasta do orkut, em seu post no Nossa Via onde abordou o Lado B da mídia social.
Esse é um mercado muito interessante e cheio de desafios. Primeiro, por termos uma área ainda em formação, acontecem muitos erros e os olhares e críticas são muito mais ferrenhos, especialmente pela nossa proximidade com o público-alvo. Por outro lado, é muito gostoso ver milhões de tecnologias e descobertas acontecendo a cada dia, o que enriquece e dá força a esse trabalho.
Pela minha percepção, as agências e clientes em potenciais estão muito interessados em entender como funciona essa tal de mídia social e nós, falo também como blogueira, precisamos urgentemente nos organizar para atender as suas demandas. Você pode escolher as suas regras e falar para o contratante – fazer ou não publieditorial, ganhar dinheiro e avisar ou não seu leitor, você quem decide isso tudo. Mas se organize, prepare seu material e se divulgue, pois quem está fazendo isso lucra bastante e, com certeza, está um passo à frente.
Albeo tema de Design Disease
Setembro 17, 2008 às 7:45 pm
Oi Tiffany!
Muito bacana o seu post e também super obrigada por ter inserido trechos do que escrevi para o Nossa Via por aqui. Acompanho bastante o mercado, mas quase nunca omito minha opinião. Bacana ver que você se interessou. =)
Beijos